Curtas... Ainda sobre as Coligações!

quarta-feira, 11 de março de 2015



Parece que eles não entendem que o CDS foi fundado, precisamente, porque todos os outros partidos tinham como base ideológica o socialismo.
Recordo as palavras de Nuno Melo: "O CDS sabe muito bem onde está e com quem está."
António Costa já devia saber que estas tentativas de criar instabilidade dentro da coligação não colhem. Agora vêm elogiar a postura do CDS no Governo. Agradeço o elogio que nos é feito e fico satisfeito ao ver o nosso trabalho reconhecido pela oposição mas o PS que entenda, de uma vez por todas, que Portugal não quer voltar ao passado e que nós, CDS, não queremos um Estado socialista.

Esta é mais uma prova do desespero do PS e mais um sinal positivo para as eleições legislativas. A vitória é bem possível. Só temos (todos) que lutar por ela.

Retirado do Facebook de Alfredo Sousa, membro da comissão política CDS Guimarães

Bragança Pediu...André Cumpriu!

terça-feira, 10 de março de 2015


Bragança pediu...André cumpriu!
Na sexta-feira, Coelho Lima e Ricardo Araújo, da Coligação Juntos Por Guimarães, reuniram com o Secretário de Estado da Administração Local, António Leitão Amaro.
Um contributo para resolver os problemas de Guimarães, nomeadamente das cooperativas municipais.

Coligações!



Está cada vez mais em voga a discussão das várias possibilidades de coligações nas próximas eleições legislativas. Fala-se das mais variadas coligações, desde as mais tradicionais até às mais bizarras. Fala-se na coligação pré-eleitoral PSD-CDS, chamemos-lhe a mais tradicional. Fala-se no Bloco Central, coligação PS-Livre, PS-CDU, PS-BE. Todas estas, coligações pós-eleitorais. Mas, veio agora à baila mais uma “possível” coligação pós-eleitoral: PS-CDS. Chamemos-lhe a mais bizarra.
Já devem ter reparado que, à excepção da coligação PSD-CDS, todas elas têm o mesmo protagonista: o PS. Também devem ter reparado que todas estas possibilidades vêm sido equacionadas pela comunicação social tendo sempre como base a mesma fonte de informação: o PS. Ou seja, o PS de António Costa está disponível para se coligar seja com quem for. Porquê? Porque o que lhe interessa é ser Governo, mais nada. Porque é que o PS ainda não apresentou a sua proposta de acção governativa? Simples. Porque não se quer comprometer com ninguém. Quer ver primeiro. Ver o quê? Ver quem consegue ganhar votos suficientes para lhes dar uma maioria absoluta. Digamos que quer apostar no cavalo certo para ganhar.
Isto revela aquilo que venho defendendo já há muito tempo. O PS não está preocupado com o país. Está preocupado em ir para o Governo. E, para isso, estão dispostos a coligar-se com quem for preciso. Não tem ideias para o país porque não as quer ter. Vai ter as ideias de quem mais lhe convém. O PS anda em fase de testes. Testa as reacções dos seus possíveis parceiros. A extrema-esquerda já caiu na armadilha. Iludidos pelos fenómenos do Syriza e do Podemos, fartaram-se de criar novos partidos para se poderem coligar com o PS. Primeiro o Livre, depois o PDR de Marinho e Pinto, seguindo-se o Juntos Podemos de Joana Amaral Dias e agora o Agir de… Joana Amaral Dias. A extrema-esquerda revelou-se. Passou daquela classe política que vivia do protesto, não querendo governar, para a classe política que quer governar a qualquer custo, bem ao jeito socialista. 
Como disse Abraham Lincoln: “Se quiser por à prova o carácter de um homem, dê-lhe poder”. Neste caso, nem foi preciso dar poder à esquerda para lhes ficar a conhecer o carácter. Bastou a ideia de poderem vir a ter poder para a extrema-esquerda se desfragmentar e para o PS ir à pesca do parceiro. Que o povo ande atento…
ARTIGO DE ALFREDO SOUSA - membro da Comissão Política CDS

Politicamente (In)Correcto


100 Dias de Solidão...

segunda-feira, 9 de março de 2015


Corria o ano de 2001. Manuel João Vieira, o irreverente vocalista dos Ena Pá 2000 apresentava-se como procandidato à Presidência da República sob o lema “ Só desisto se ganhar”.
Volvidos mais de uma década, António Costa, com muito menos graça que Lello Minsk, transporta-nos novamente para um universo nonsense, e tal como aquele e a propósito da Camara de Lisboa afirma “ Só desisto se ganhar”.
Deve ser esta aliás a estratégia do candidato a primeiro-ministro pelo PS: aumentar brutalmente as taxas de água e saneamento, criar novas taxas na proteção civil e turismo, limitar a circulação em certas zonas da cidade apenas a carros mais modernos, e a mais bondosa de todas : A isenção de taxas ao Benfica no valor de 4,6 milhões de euros… Helena Roseta, eleita nas listas do PS, presidente da Assembleia Municipal, revolta-se com esta medida e chega até a classifica-la como crime. António Costa esquece-se que os portugueses exigem dos políticos rigor na gestão dos recursos públicos e não tolera quem, por conveniência, beneficie uns em prejuízo de outros, e mais importante não premeiam quem assim age. Não temos dúvidas que este é a proposta que António Costa está a fazer aos lisboetas, para se verem livres do Presidente da Camara têm de votar no Primeiro- Ministro. É absurdo? É. No actual clima de austeridade, uma decisão escandalosa como esta, torna-se ainda mais sórdida quando pensamos que este Sr. é candidato a Primeiro-Ministro. A mensagem que transmite aos portugueses é a de total descaramento. 
100 dias após a eleição como secretário geral do PS,  António Costa não adianta qualquer proposta do PS para o país, e são os próprios militantes que afirmam que a expectativa inicial deu lugar à frustração, é das fileiras do próprio partido que ouvimos acusações de falta de assertividade.
100 dias de solidão terminam com António Costa a marcar finalmente a diferença, se chegar ao poder, o PS promete devolver o Carnaval aos portugueses. 
Este PS de António Costa é desvario, e ao contrário do que seria de esperar, são os próprios dirigentes que o afirmam, mesmo aqueles que não estavam ao lado de António José Seguro. E nós concordamos com eles. Atacando Seguro nas eleições internas, Costa dizia “ se pensarmos como a direita, agiremos como a direita” mas é precisamente António Costa que vem agora elogiar a recuperação do país nos últimos quatro anos, por mais SMS de “ disse que não disse” que envie aos militantes.
O militante n.º 15 do PS, Alfredo Barroso, pediu a desfiliação do PS considerando uma vergonha e sentindo-se embaraçado “ com a ignóbil chinesice” do líder socialista. Vítor Ramalho, socialista, em reação a esta atitude do militante histórico avisa a direção do partido “ que não encare isto como uma situação de uma pessoa que bateu com a porta por razões que não têm algum fundamento”. Os socialistas, estão chocados por António Costa dito o óbvio: Portugal está hoje melhor do que há 4 anos. Mas a verdade é que apenas estão chocados com a verdade e note-se que nem um teve a coragem de dizer que Portugal está hoje pior.


Um feliz ano da Cabra a todos!

ARTIGO DE ÂNGELA OLIVEIRA - membro da Comissão Política CDS

Curtas ... Swaps

sábado, 7 de março de 2015



"Deixem-me cá ver se eu compreendo.
Após Cesar Teixeira, deputado da Coligação Juntos Por Guimarães, ter questionado sobre os contratos SWAP da Vimágua e da possibilidade anular os mesmos junto dos Tribunais, para deixar de pagar tanto juro à banca, como outras entidades públicas o vêm fazendo, eis que a resposta é a que vemos na caixa.
Por um lado o Presidente da Camara diz que anda junto de juristas reputados (?????), que tiveram sucesso na revogação deste tipo de contratos, a tentar encontrar para a resolução deste problema dos contratos da Vimágua. Por outro lado diz que os contratos não são tóxicos, nem especulativos, o que a bem de ver, invalida qualquer resolução destes contratos. Certo?
Ah, e naturalmente os bancos que celebraram estes contratos agradecerão esta declaração pública do Presidente da Camara, em caso de acção judicial. Dará muito jeito, ainda que o jurista não seja muito reputado...

Compreendido? E assim vai a gestão cá do burgo."

Retirado do Facebook de Rui Barreira, anterior líder da Comissão Política do CDS Guimarães

Não Somos Todos Gregos!

sexta-feira, 6 de março de 2015


Começo este artigo por definir dois conceitos que nada têm a ver um com o outro, mas que têm vindo a ser confundidos pela esquerda política em toda a Europa.
O primeiro é o conceito de política. Entre várias definições, podemos definir política como sendo uma técnica que visa “alcançar os melhores resultados com o menor dispêndio de esforços”, ou então, como a arte de governar.
O outro conceito é o conceito de ilusionismo. Entende-se por ilusionismo a arte performativa que tem como objecto entreter um público dando a ilusão que algo sobrenatural está a ocorrer.
Como podemos comprovar, os dois conceitos referenciados em nada se assemelham, porém, o Syriza, partido do poder na Grécia, não tem a mesma opinião e tende, como até agora se tem visto, a fazer ilusionismo em vez de fazer política.
Erro crasso porque política é real e ilusionismo não!
Felizmente, o tempo vai fazendo o Syriza e o seu líder Aléxis Tsípras caírem na realidade, não tendo sido preciso mais de um mês após a sua vitória nas urnas para que um número considerável de promessas eleitorais ficassem pelo caminho.
Quem não ouviu Tsípras dizer que ia renegociar a dívida com o objectivo de obter um perdão parcial da mesma? Ou então, os malabarismos de Varoufakis que mais não passavam do que soluções ocas que tinham todas, como resultado final, grandes perdas para os credores? E as promessas de aumento do salário mínimo e do congelamento das privatizações? Pois é...
Tsipras disse ainda, no seu discurso de vitória, que o memorando tinha chegado ao fim e que a Troika também. No entanto, como política é política e ilusionismo é ilusionismo, vimos a Grécia assinar um “acordo”, que em nada é diferente de um memorando, mas que Tsípras insiste em distinguir. Neste encontra-se enunciado que a Grécia se compromete a honrar todos os seus compromissos com a União Europeia. 
Para além disso, a Grécia continuará a receber “visitas” de representantes do FMI, BCE e da Comissão Europeia, os três órgãos que formam a troika, mas agora denominados de “instituições”. Como já acontecia no passado, as tranches só voltarão a ser enviadas para a Grécia quando as “instituições” e o Eurogrupo aprovarem. Portanto, nada de novo. Tsípras mentiu, foi demagogo e venceu umas eleições com base num programa que, como disse o Primeiro-Ministro Português e bem, era um “conto de crianças”.
Foi muito rápido até que o Syriza tivesse que abandonar as suas políticas de anti-austeridade e facilmente se percebe o porquê. O país não tinha dinheiro para fazer face aos seus compromissos, não tinha dinheiro para recapitalizar a sua banca e começava a não ter dinheiro para pagar ordenados à função pública e pensionistas.
Nem mesmo o espectáculo mediático protagonizado por Tsipras e Varoufakis serviu-lhes de muito, bem pelo contrário! A postura destes dificultou-lhes, e muito, as negociações para conseguirem um bom acordo.
A Grécia terá agora de vender aquilo a que chama de “acordo” e não de memorando aos seus deputados e à sua população, ao mesmo tempo que terá de mostrar que tem capacidade para fazer cumprir aquilo com que se comprometeu. 
Cabe-nos a nós, portugueses, tirar as devidas ilações do caso grego.
 Ouvimos por diversas vezes, os arautos das desgraça falarem em renegociações da dívida, falarem em mais tempo, falarem numa possível saída do euro ou até mesmo dizerem que não devíamos pagar a dívida. O resultado desta postura irresponsável está ilustrada nesta breve aventura do Syriza. 
“Não somos todos Gregos!”.

ARTIGO DE JOÃO MOÇA - membro da comissão política CDS

Orçamento Participativo Por Encomenda!

quinta-feira, 5 de março de 2015



A última edição do Orçamento foi, em meu entender um mau exemplo de democracia direta. 
Não tenho dúvidas que a edição de 2014 falhou. Falhou o processo e falhou a tentativa de resolução por parte da Câmara. 
A mensagem que correu as redes sociais era recorrente e centrava-se na ideia de “ Orçamento Participativo NUNCA MAIS”!
Perante este cenário, as expectativas para a edição de 2015 eram elevadas. Era preciso convencer os cidadãos de que as suas ideias valem a pena e que o concelho precisa deste contributo de cidadania, do turbilhão que a sociedade civil pode provocar na eleição do que é necessário para a sua localidade.
Foi, portanto com agrado e entusiasmo que todos os partidos receberam o convite do executivo para analisar a proposta da Câmara Municipal. E foi neste contexto de contribuição para o incremento da participação cívica que o CDS propôs a extensão à participação das escolas no Orçamento Participativo, por entendermos que os jovens devem ser incentivados e que os seus projetos certamente entusiasmarão os mais cépticos. Nesta medida o CDS congratula-se por ter o executivo municipal aceite esta nossa proposta.
Não deixo, no entanto, de manifestar a desilusão na insistência em manter a restrição da participação dos cidadãos aos dois temas Ambiente e Voluntariado. Todos os partidos presentes à esquerda e à direita (com exceção do PS) se manifestaram contra esta limitação. 
Logicamente o CDS votou contra a proposta apresentada pela Câmara Municipal por entender que esta limitação temática não é uma questão meramente formal mas material e por ser nossa convicção que dada a desilusão geral instalada à volta do Orçamento Participativo, ao invés de oferecer condições de atração à participação dos cidadãos, se vai no sentido oposto, e diríamos mesmo…em contramão. 
O Orçamento Participativo, poderá ter áreas temáticas de orientação; também concordamos que os senhores presidentes de junta não poderão usar o Orçamento Participativo para travestir as obras do seu programa eleitoral.
Porém,  orientar os cidadãos a dois temas, por mais importantes que eles possam ser, é limitar a possibilidade de participação cívica dos vimaranenses,  e é no fundo chamar o Orçamento Participativo de 2015 um Orçamento Participativo Por Encomenda! 

ARTIGO DE RUI CORREIA - membro da comissão política CDS

* Rui Correia utiliza nos seus artigos o novo acordo ortográfico.